Isto não é nada simples…

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Então está aqui uma pessoa extremamente organizada, a tentar dividir tudo por temas, e páginas, e tudo, e o blog não apoia as iniciativas.
Pois então, dentro de cada tema está o título, e uma breve explicação. Cada ‘pensamento’ ou ‘crónica’ só poderão ser acedidos através do link no lado direito da página (principal ou não), um pouco mais à direita que o tema em si….
Bem, isto é de uma complexidade extraordinária!

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Pelos caminhos de Portugal – remake

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Este post é copiado do anterior, mas tem a imagem que o outro não quis publicar, o palhaço!

Popularizada pelos Gato Fedorento, Ermesinde tem mais do que gajas boas. Aliás, num pedaço de tarde passada por lá, vi de tudo, menos gajas boas. Só faltou a mulher barbuda. Pensando melhor, acho que nem isso faltou.
Tudo estava planeado como sendo uma tarde de compras. A ida a um armazém de lingerie que estava a fazer uma limpeza de stocks.
Lá fomos nós (o Stusssy e eu) para a afamada terra das gajas boas. Chegados lá, pouco tempo levámos a perceber que estávamos perdidos. Procuramos uma alma caridosa que andasse pela rua. Não escolhemos a dedo, limitamo-nos a aceitar quem aparecia. Abrimos a janela, e o S vai de perguntar à senhora pela referência:
– Boa tarde, diz-me onde é a igreja de Santa Rita?
A senhora abriu a boca, e rapidamente deu para fazer o inventário. Dentes: 1. Eis o que nos respondeu:
– SANTA RITA? Glum, rum bnhum, tum, chgum, PARA CIMA, vjdfrs, mnhvuyres, CIMA, vxgye, mnumnumn, PARA CIMA….
A sensação de termos perdido ali cerca de dois minutos da nossa vida tomou conta de nós, imediatamente antes de desatarmos à gargalhada.
Acabada a inclinação que consideramos ser uma subida, e estando o mais ACIMA que nos era possível, paramos novamente para perguntar. Desta vez a um senhor. Com dentes. E com álcool a mais no sangue.
A pergunta não se compadeceu com a repetição, e lá vamos nós de entrar em loop:
– Boa tarde, diz-me onde é a igreja de Santa Rita?
Ele parou. Olhou para nós, e respondeu:
– Hummmm…. Santa Rita? Hummm…
Ele fazia todo o caminho mentalmente enquanto nós esperávamos, vidro aberto com um frio de rachar.
– Ora bem… você vai em frente até à rotunda….
(Pausa)
– Não vira à direita
Boa! Precisava mesmo de saber onde não ir!
– Hummm…. Não vira à direita (por falar em loop), segue em frente.
(Pausa)
– Entra num túnel…
(Pausa-Pausa-Pausa)
(e agora, a resposta que ninguém esperava)
– E avança.
(parece-me uma atitude inteligente a ter num túnel)
-… depois… hummmm…. Vira à direita…. E pergunta lá.

Muito importante este detalhe que me foi informado pelo Stusssy: estas informações das terrinhas têm uma validade média de 500 metros, findos os quais é necessário parar de novo e perguntar.
O senhor da paragem de autocarro deu-nos cabo da média, e foi perfeitamente normal – que nervos! Mas, mais à frente, tudo voltou à anormalidade:
O senhor que passava a passadeira pareceu-nos a vítima ideal:
De chapéu de cowboi, todo de preto, brinco, pena a sair-lhe da cabeça, e a abanar-se mais do que uma máquina de fazer pipocas:
– Boa tarde, diz-me onde é a igreja de Santa Rita?
– No fala português.
A seguir uma ajuda preciosa, para chegarmos à fábrica e percebermos que… não era ali, era no armazém. Ora o armazém não é em Ermesinde, mas sim em Rio Tinto (venha o Diabo e escolha!). Para começar, paramos numa bomba de gasolina. Eu fiquei no carro, só mesmo à espera que o S regressasse e contasse que:
– Boa tarde, diz-me onde é o Lugar da Granja?
– Graunja, num seie. Mas aquele meu colega debe sabere. Oh X!
– Graunja? Mas isso num é pr’aqui. è lá pr’a Bila da Feira, bocê está ó cumtrário!
– Não, eu não quero a Granja de Espinho, quero o Lugar da Granja, em Rio Tinto.
– Ah, atom num sei. Mas bem ali um boi (sim, foi mesmo), que debe saber. Oh Y, tu sabes dondé o lugare da Graunja?
– Então, é simples. Você mete-se no carro, mete-se na estrada e é já ali.
Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Se nós soubéssemos onde era, seria assim simples…. Acrescentou alguma informação, e lá vamos nós de nos perder 500 metros à frente, quando as instruções começaram a funcionar como as mensagens da Missão Impossível, e se auto destruíram.
Paramos à porta de um café, que por sua vez tinha um senhor lá parado:
– Boa tarde, diz-me onde é o Lugar da Granja?
O senhor, que eu acredito que estivesse sob o efeito de outra coisa que não álcool, lá nos disse.
– Primeiro o senhor pára o carro ali à frente. – Disse, enquanto apontava para uns lugares de estacionamento.
Yes Sir! Lá fomos nós. O homem segue-nos, pendura-se na janela, e diz:
– Lugar da Granja não tem nada que saber (suas bestas quadradas que se perderam)
– Ali ao fundo tem uma bifurcação para a esquerda (pausa)… E para a direita (nunca antes visto, uma bifurcação para a esquerda e para a direita!), vira à esquerda. Segue sempre, sempre. Não tem nada que saber (perceberam, palhaços?). Você vai para o Eco ponto?
Hummm carrinho novo, miúda jeitosa ao lado, você tem ar de quem vai para o Ecoponto…
– Não, vou para um armazém.
– Ah, não tem problema (ufa!!!), vira à direita no Ecoponto, e depois segue o alcatrão.
Em Busca do Alcatrão Perdido, parte I
– Obrigado.
Ele olhou para nós num tom que misturava a cumplicidade com algum paternalismo, e repetiu:
– Não tem importância.
Já quase quase quase lá, paramos ainda uma última vez. Desta vez, jogando pelo seguro, aproveitamos o carro da Policia, que acabava de estacionar e se preparava para entrar no café. A rua era de sentido único:
– Ora… – pensa o senhor agente – o senhor tem de voltar um bocado para trás… Agora como é que há-de ir para trás? Já sei, faça uma coisa, vá para trás aqui –?!?! – Que aquele carro deixa-o passar (‘aquele’ carro também era da Policia).
Depois de fazer meia dúzia de metros em contra mão, não só debaixo do nariz da bófia como com o aval dos mesmos, o S disse:
– Ei, só agora é que me lembrei que nem tenho selo do carro!

As compras per si correram bem…

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Casa nova, maldade nova

Chega de estar presa…
Aborrecida com o Blogger, mudei-me de armas e bagagens cá para o WP. Espero que este me dê liberdade para fazer o que eu quero. Não só as imagens que o outro me impedia de publicar, mas também liberdade para decorar a casa à minha maneira.
Bem vindos a esta nova casa, a que dei o nome de Bad Girl Goes Wild.
A casa é vossa!

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